Controle de Pragas e Doenças – Parte 9

Nesta edição do Jornal estaremos tratando de forma simplificada as seguintes pragas:
a) Arlequim-da-mata;
b) Vaquinhas-amarelas.

  • ARLEQUIM-DA-MATA:

As larvas do arlequim-da-mata, em seu processo de crescimento, são obrigadas a tomar várias direções, para se afastarem umas das outras, formando um grande número de galerias, no interior da planta atacada. Para isso, roem os troncos, produzindo uma serragem que cai no chão e se acumula em pequenos montes ao pé das árvores. Esses montículos são o sinal mais evidente de que a árvore está sendo atacada pel praga. Enquanto as larvas estão presentes, a casca da planta fica aderente ao tronco, escondendo os orifícios. No fim do ciclo de evolução do inseto, as cascas apodrecem, deixando à mostra essas perfurações.

A inspeção periódica dos troncos das árvores e do chão à volta destas possibilita detectar a presença do arlequim-da-mata. Constatada a presença do inseto, inicia-se seu combate. Lasca-se a casca, evitando-se ferir a parte sadia. Retiram-se, então, as larvas das galerias. Se elas estiverem em locais muito profundo, utiliza-se um pedaço de arame. Em seguida, pulveriza-se o tronco com inseticida apropriado ou coloca-se pasta de inseticida nos pequenos furos deixados pelo inseto.

  • VAQUINHAS-AMARELAS:

As vaquinhas-amarelas devoram, com maior intensidade, flores e folhas de árvores grandes, tais como de jabuticabeiras, pitangueiras e dos abacateiros. Mas, é nos cajueiros que elas causam maiores danos. Um cajueiro com frutos atrai não só a infestação, mas contribui para o espírio de organização do inseto. Num instante, surge um grupo de cinqüenta ou mesmo cem exemplares de “vaquinhas” que, em pouco tempo, transformam em filamentos os melhores frutos.

As “vaquinhas” também atacam as plantas ornamentais, sendo, dentre estas, as roseiras e as margaridas, as mais preferidas. As “vaquinhas” alimentam-se não somente das folhas destas plantas, pois costumam atacar também suas flores, causando estragos bastante sérios.

Para combater as vaquinhas-amarelas, vaporiza-se o tronco, as folhas e os frutos com inseticida apropriado. Porém, no caso de frutíferas, deve haver o cuidado de colher os frutos somente 15 dias após a aplicação do veneno.

  • FALSA-BARATA-DO-COQUEIRO:

O ataque da falsa-barata-do-coqueiro pode ser tal que conduz, quase sempre, à morte das plantas jovens infestadas. Sua presença é notada pelas perfurações rendilhadas nos folíolos, logo após a abertura das folhas. Os folíolos atacados podem também apresentar danos em forma longitudinal que, em geral, apresentam disposições simétricas.

O combate a essa praga restringe-se à cata manual dos insetos adultos e pulverizações dirigidas às regiões afetadas.

Na próxima edição, com a permissão de Deus, estaremos tratando das “doenças mais importantes, sintomas, causas e métodos de controle” . Então até lá.

Engenheiro Agrônomo da VERDFLORA PAISAGISMO

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