Controle de Pragas e Doenças – Parte 8

Nesta edição do Jornal estaremos tratando de forma simplificada as seguintes pragas:
a) Besouros;
b) Broca dos ramos e troncos.

  • BESOUROS:

Os besouros são pragas dos vegetais porque mastigam os brotos e as raízes das plantas, principalmente quando ainda estão em estado de larva. Daí a necessidade de sempre verificar o caule e as folhas das plantas. Os caules atacados ficam escavados e as folhas apresentam furos.

Os besouros pequenos, na fase adulta, alimentam-se das folhas, fazendo furos nas mudas de crucíferas, verduras de folhas largas, capuchinhos e goiveiros, que são particularmente vulneráveis ao ataque desses insetos. O verão, quando seco, é o período do ano mais favorável à incidência dessa praga.

Se houver ataques de besouros às plantas ornamentais, eles podem ser eliminados sem que haja prejuízo para as plantas. Após a proteção das mãos com luvas, tomam-se cotonetes, e, com o auxílio destes derrubam-se os insetos numa solução de água com óleo ou água com querosene. Para prevenir o ataque aos troncos das árvores, estes são protegidos com uma camada de tinta ou de preservativo de madeira.

Deve-se fazer acata manual periódica dos adultos, com atenção e cuidado, eliminando-os por esmagamento. O aparecimento é mais freqüente durante a noite. Caso o ataque persista, procura-se orientação de um técnico para um controle mais eficaz.

As larvas do besouro poderão causar danos às raízes das mudas ainda nos viveiros. Deve-se ter também o cuidado de eliminar os restos das plantas atacadas, para remover os locais de hibernação das larvas.

  • BROCA DOS RAMOS E TRONCOS:

As larvas da broca dos ramos e troncos às vezes enfraquecem essas partes da planta, a ponto de quebrarem, devido ao próprio peso, ou pela simples ação do vento. A morte do galho ocorre após algum tempo de instalação da broca em galerias construídas nos ramos da planta.

As bordas das folhas também são atacadas pela praga, apresentando cortes feitos pelo inseto na fase adulta.

Geralmente, as larvas, cujos adultos são besouros ou mariposas, ao saírem dos ovos, penetram nas hastes das plantas, onde se instalam formando galerias, causando a morte dos galhos perfurados, depois de algum tempo. No início da infestação é possível notar os furos pelos quais são expelidas a serragem em pó e as fezes da broca.

Para combater as brocas dos ramos e troncos, convém retirar os ramos atacados e queimá-los. Os troncos que permanecerem na planta, apesar de conterem galerias, poderão ser tratados com uma boa limpeza da área atacada, retirando-se a casca com cuidado, evitando afetar o lenho. Aplica-se, em seguida, uma pasta à base de fosfeto de alumínio, com o auxilia de uma bisnaga, pressionando-a contra o orifício. Tapa-se a entrada com barro e deixa-se o veneno agir. O contato dessa pasta com a umidade do tronco e com o ar provoca a liberação do gás fosfina, mortífero à coleobroca. Apesar de ser um produto tóxico, a absorção pela pele é nula e a aplicação em ambiente livre torna essa operação segura à pessoa que efetua a tarefa.
Pode-se, também, como alternativa de combate da broca, aplicar extrato de fumo dentro dos orifícios, e, em seguida, fechá-los com cera derretida.

Para o controle biológico, é utilizada uma solução de nematóides (Steinerma e Na próxima edição, com a permissão de Deus, estaremos tratando das seguintes pragas e seu controle: “VAQUINHAS AMARELAS” (praga e controle); e “FALSA-BARATA-DO-COQUEIRO”. Então até lá.


Engenheiro Agrônomo da VERDFLORA PAISAGISMO

Tags: No tags

Add a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *