Controle de Pragas e Doenças – Parte 7

Nesta edição do Jornal estaremos tratando de forma simplificada as seguintes pragas:
a) Grilos ou paquinhas;
b) Tripes.

  • GRILOS OU PAQUINHAS:

As paquinhas escavam galerias no solo, alimentando-se de raízes. Durante a noite elas podem ser encontradas na superfície, atacando parte da planta ao nível do solo, o que ocorre geralmente com plantas novas. Os grilos, durante o dia, permanecem ocultos sob as pedras e outros detritos, saindo à noite para se alimentarem de plantas novas e raízes.

Para o controle de grilos e paquinhas, pode-se fazer o uso de iscas. Elas podem ser feitas, misturando-se um quilo de farinha de trigo com 100g de inseticida apropriado. Juntam-se, em seguida, 100g de açúcar ou melaço dissolvidos em meio litro de água. Moldam-se as iscas que, em seguida, são distribuídas pelos canteiros.

O controle biológico de grilos e paquinhas é feito por meio de vespas e fungos. No mercado, existe um túnel de plástico próprio para o controle de paquinhas e grilos. Dentro do túnel existe uma placa com resina e borracha destituída de toxicidade, que é untada com um tipo de cola, cuja finalidade é aprisionar as pragas. As placas são instaladas no jardim, entre as árvores e os arbustos.

  • TRIPES:

As plantas atacadas por tripes apresentam as folhas pálidas, devido ao desaparecimento da clorofila. Estas apresentam ainda manchas transparentes, eu se tornam amarelas e secas, caindo com o tempo, com suas superfícies recobertas por uma substância pegajosa. Quando sacudida, a folhagem solta pequenos insetos pretos voadores, que podem atacar as plantas vizinhas.
Os tripes podem causar também deformações e enrolamentos em folhas relativamente rígidas, principalmente de plantas do gênero Fícus, com a injeção de toxinas.

Um sintoma que pode ajudar na constatação do ataque de uma planta por tripes é a presença de pequenos pontos ou de estrias prateadas, que aparecem nas folhas infestadas e tornam-se marrons com o passar do tempo.

Por se alojarem principalmente nos brotos e bainhas das plantas, os tripes podem passar longo tempo despercebidos, retirando vorazmente a seiva do vegetal atacado, provocando danos, muitas vezes, irreversíveis.

A retirada dos ponteiros atacados, com queima posterior desse material, ajuda a diminuir a população dessa praga, impedindo o eventual agravamento dos danos. O controle cultural pode ser feito com irrigação por aspersão, pois o jato de água derruba os insetos, que não conseguem mais voar, ao perderem suas asas na queda.

O controle químico dos tripes é realizado através de pulverizações com inseticida comercial adequado. Outra alternativa de controle é realizada através da operação de borrifar a planta doente com a calda de fumo com sabão. Os tripes são também sensíveis à ação da calda bordalesa.

Para evitar que os tripes proliferem, examinam-se periodicamente as plantas, principalmente as mais novas e frágeis. Por outro lado, é importante registrar que os tripes também sofrem controle natural, através de certos percevejos.

Na próxima edição, com a permissão de Deus, estaremos tratando da “BESOUROS” (praga e controle) então até lá.

Engenheiro Agrônomo da VERDFLORA PAISAGISMO

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