Controle de Pragas e Doenças – Parte 5

Nesta edição estaremos tratando de forma simplificada as seguintes pragas:

a) Tatuzinhos-de-jardim;
b) Caracóis e Lesmas.

  •  TATUZINHOS-DE-JARDIM:

Os tatuzinhos-de-jardim, conhecidos também como tatu-bola, são pequenos crustáceos segmentados, da ordem isopoda, com sete pares de pernas, medindo de oito a doze milímetros de comprimento e de quatro a seis milímetros de largura. São pouco ligeiros ou espertos. Vivem ocultos sob folhas, pedras, vasos, troncos podres ou qualquer outro cantinho úmido e não iluminado. Seus esconderijos prediletos são aqueles em que haja matéria orgânica em decomposição.

Os tatuzinhos alimentam-se de folhas, caules e brotos tenros, atacando a planta na altura da superfície do solo, habitualmente à noite. Durante o dia dificilmente saem do esconderijo, a não ser quando o tempo está nublado ou algo especial os atraia para fora. Têm um sistema de defesa e proteção interessante, no caso de serem ameaçados e tocados, enrolando-se na forma de uma bola e permanecendo escondidos após essa movimentação. Sua casca é subdividida e quatorze partes, o que permite que se enrolem feito uma bola característica.
Os tatuzinhos podem infestar raízes, sendo conveniente desalojá-los e eliminá-los dos jardins, tão logo sejam encontrados.

• Controle:
a) A melhor forma de controlar os tatuzinhos é manter a área do jardim bem limpa. A umidade excessiva no solo também favorece o aparecimento destas pragas. Uma forma de atrair os tatuzinhos consta do emprego de iscas naturais, na forma de cascas de mamão. Assim que se constata sua reunião, sob as cascas, procede-se à retirada manual dos exemplares aí existentes, o que significa uma forma peculiar ao extermínio dessa praga, já que o uso de produtos químicos não é recomendável, pois prejudica a fauna do solo.

  • CARACÓIS E LESMAS:

O caracol é um molusco com concha, enquanto a lesma é também um molusco, mas sem concha. Os dois pertencem à ordem gastropoda, da classe mollusca. As lesmas, quando se deslocam, deixam no chão rastros prateados de uma substância viscosa e brilhante.

Existe uma variedade muito grande de formas e tamanhos desses dois moluscos, que medem, quando esticados, de cinco a quinze centímetros. Os caracóis e as lesmas vivem, no máximo, um ano, sendo muito vorazes e resistentes. Com hábitos noturnos, somente saem de seus esconderijos à noite, quando estão livres do perigo de desidratação e distantes da vista dos seus predadores mais comuns, os pássaros. Quando n ao estão escondidos durante o dia, em lugares úmidos e de sombra, sob pedras, vasos, folhas ou troncos caídos, provavelmente estarão devorando folhas tenras, brotos ou caules macios.

• Controle:
As plantas atacadas pelos caracóis ou pelas lesmas apresentam as folhas com superfície raspada e com buracos relativamente grandes. Aparecem, também, furos de borda lisa nas folhas, nos caules e nas pétalas. Os caracóis ou as lesmas cavam tecidos dos caules subterrâneos, bulbos e tubérculos, criando enormes túneis. Eles alimentam-se, quase sempre, à noite e após as chuvas.

Uma limpeza semanal nos canteiros e vasos evita a proliferação dos caracóis e das lesmas. Já que estas pragas apresentam hábito noturno, uma armadilha indicada para atraí-los consiste em deixar, ao anoitecer, pedaços de frutos suculentos, como casca de melancia, mamão ou melão, ou pedaços de chuchu, batata ou abóbora, espalhados em certos pontos dos canteiros. Ao amanhecer, logo à primeira luz do dia, quando eles ainda estão aderidos às iscas, procede-se à cata dos exemplares aí existentes e à sua destruição por esmagamento.

Esperamos tê-los ajudado na identificação destas pragas em seu jardim. Quaisquer dúvidas poderão ser tiradas pelos telefones mencionados abaixo.

Engenheiro Agrônomo da VERDFLORA PAISAGISMO

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